quinta-feira, 4 de outubro de 2018

As quatro amigas


Era uma vez três amigas, Rita, Marcela e Josefa. Elas estavam no jardim do colégio e viram uma cadeirante que estava cheirando as flores que ali existiam. Era o primeiro dia de aula e elas não sabiam que estudariam todas na mesma sala.
As três sentiram pena e disseram:
- Quer ajuda? Gostamos muito de ajudar a quem precisa, estamos aqui e podemos ajudar você no que precisar - disse Marcela.
Catarina que era a cadeirante disse:
- Obrigada! Eu preciso de ajuda e muita. Apesar dos pontos de acessibilidade que existem na escola, sempre preciso de ajuda para pegar as coisas que ficam no alto.
Então as três meninas passearam com a Catarina pelo jardim, cada uma empurrava a cadeira um pouco. Depois que conheceram todo o lugar elas acompanharam Catarina até a sua casa no final da aula.
Alguns dias depois Catarina precisava ir ao bebedouro pegar água e Rita se ofereceu para ajudar ela. A professora autorizou e elas foram.
Quando Rita retornou a professora elogiou ela por ajudar a amiga.
Rita então disse para a professora que as três amigas tinham prometido ajudar Catarina sempre que ela precisasse de ajuda. E assim elas faziam sempre que percebiam que Catarina estava com dificuldades para fazer alguma coisa.
Algum tempo depois os pais de Catarina precisaram se mudar para o Rio de Janeiro. Um lugar bem longe de onde as três moravam.
Catarina ficou muito triste por ter que deixar as amigas de quem ela tanto gostava.
Josefa disse que ela não precisava ficar triste. Que poderiam tirar uma foto de lembrança de todas juntas para que ela pudesse ver sempre que tivesse saudades. E assim elas fizeram.
Catarina estava muito triste em sua nova morada. Na cidade onde morava eles viviam em um apartamento e a menina não tinha grandes amigas no colégio. Tudo era mais difícil e ela andava muito triste com saudades de suas amigas.
Depois de dois anos os pais de Catarina se mudaram novamente para a cidade onde as meninas moravam. Elas se encontraram novamente e todas ficaram muito felizes.
Elas já não estudavam mais na mesma sala, mas eram as melhores amigas do colégio.

FIM

Obs: A ideia inicial dessa história foi escrita pela minha filha de 9 anos. Eu apenas acrescentei alguns detalhes para deixar a história mais completa.

quarta-feira, 11 de julho de 2018

O coelho da páscoa

Sarah quando tinha quatro anos ganhou um coelho de presente. Seu pai não queria um cachorro porque faz muita bagunça e requer muita atenção.
A menina adorou o presente e sempre que podia pegava o bichinho no colo. O coelho era muito fofinho e gostava que Sarah ficasse acariciando seu pelo. Ele até fechava os olhos quando recebia carinho perto das orelhas.
O coelho era muito preguiçoso, só corria pelo jardim de manhã ou à tarde quando o dia estava fresco. No restante do dia ele ficava deitado apenas observando o movimento. De vez em quando ele saia correndo e se escondia dentro de casa, quase sempre ao se assustar com algum barulho e achar que estava correndo perigo.
Aquela era a primeira páscoa em que havia um coelho em casa. Quando o dia amanheceu a primeira coisa que Sarah fez foi ir até a casinha do coelho e verificar se os ovos estavam lá.
A menina ficou desapontada ao ver que não existia nada, além do coelho que também estava acordado.
— Mamãe! Mamãe! Gritou a menina.
— O que aconteceu minha filha?  — perguntou sua mãe levantando-se rapidamente da cama.
— O coelho que o papai comprou está com defeito — disse Sarah com a carinha triste.
— Por que você está dizendo isso?
— Eu fui olhar na casinha dele e não tem nenhum ovo de páscoa.
Sua mãe caiu na gargalhada.
— Minha filha! Coelhos não botam ovos da páscoa. Ele é apenas um símbolo que representa fertilidade.
— Então eu não vou ganhar ovos da páscoa?
— Claro que sim querida, mas não foram feitos pelo coelho, compramos no supermercado. Eles estão escondidos debaixo de sua cama.
A menina então correu para pegar os ovos de chocolate e ficou muito feliz.
Sarah não deixou de gostar do coelho por causa do ocorrido, mas agora ela sabia que coelhos não botam ovos, muito menos de chocolate.

Moral da história
A inocência de uma criança é algo que deve ser preservada ao máximo possível. Mas existem momentos em que a verdade é a única solução e coisa a ser dita.

terça-feira, 29 de maio de 2018

O jardim encantado

Jardim encantado
Todos os dias ao ir para o colégio na companhia de sua mãe, pelo caminho Sarah via um terreno abandonado cheio de sujeira. Ela então perguntou para sua mãe.
- Mamãe! - Por que este lugar está assim abandonado?
- Querida! - É porque ninguém cuida dele, então fica assim cheio de sujeira e de mato.
- Eu queria que existisse ali um jardim encantado.
- Um jardim encantado? - Como seria isso minha filha?
- Seria um lugar muito bonito, cheio de flores, borboletas, árvores e animais falantes.
- Nossa! Isso seria muito bonito, mas infelizmente isso não é possível. Jardins encantados só existem em desenhos e contos de fada.
- Que pena, mamãe! - disse Sarah fechando os olhos e imaginando como seria aquele jardim.
Naquela noite a menina estava sonhando e de repente ouviu um barulho. Ela deixou sua cama e abriu a porta do quarto. Quando terminou de abrir a porta uma luz radiante ofuscou seus olhos. Logo ela se acostumou com a luz e viu que em sua frente tinha um jardim maravilhoso. Cheio de flores das mais variadas cores, árvores de todos os tamanhos e formas, borboletas coloridas dançavam com suas asas sobre as flores. Os beija-flores visitavam as flores sugando sua seiva. Coelhos, esquilos e outros animaizinhos corriam por entre os arbustos e pela grama verde.

- Onde estou? - perguntou Sarah ainda não entendendo onde estava.
- Você está no jardim encantado - disse uma voz que ela não conseguiu decifrar de onde vinha.
- Quem foi que falou isso? - perguntou a menina.
- Fui eu, a árvore.
Sarah então olhou naquela direção e levou um susto ao ver a árvore falante.
- Não se assuste, sou apenas uma árvore falante, não vou lhe fazer mal algum.
- Então esse é o jardim encantado?
- Sim! Este é o jardim encantado que você sempre sonhou.
Sarah então ficou muito feliz por seu sonho ter virado realidade. Logo ela encontrou um coelho falante que lhe acompanhou por todo o jardim e lhe mostrou toda a beleza do lugar.
Aquele foi o dia mais feliz da vida de Sarah que finalmente realizou seu sonho de estar no jardim encantado.
Quando ela acordou viu que tudo aquilo não tinha passado de um sonho, mas mesmo assim ela ainda estava feliz. Afinal aquilo tinha sido o sonho que ela não poderia transformar em realidade. Outras vezes ela voltou a sonhar com o jardim. Então ela contava todos os detalhes para sua mãe que pensava que aquilo tudo era pura imaginação da cabeça da menina.

Moral da história
Faça o possível para que os sonhos de uma criança sejam sempre os mais puros e que a realidade do mundo cruel não mate seus sonhos.
 

segunda-feira, 21 de maio de 2018

Nuvens de algodão


Nuvens de algodão
Sarah tinha três anos quando comeu algodão doce pela primeira vez.
Foi em sua festa de aniversário, sua mãe preparou uma linda festa toda decorada com o tema Princesas da Disney e tudo ficou muito lindo.
O algodão doce era preparado na hora, com as cores mais variadas. As crianças adoraram e Sarah também gostou muito.
Passado alguns dias Sarah brincava no jardim com seu cachorrinho e ouviu sua mãe conversando com seu pai.
- Olha que nuvens lindas! Nuvens de algodão - disse ela apontando para uma linda e enorme nuvem branca que se movia vagarosamente no céu.
Ouvindo aquilo Sarah correu até sua casinha de bonecas e pegou sua cadeirinha infantil. Colocou no gramado e em seguida subiu nela erguendo o braço para cima.
- O que está fazendo? - perguntou sua mãe.
- Quero pegar um pedaço de algodão doce.
Seus pais caíram na gargalhada.
- Querida! - As nuvens não são feitas de algodão.
- Mas você disse que era uma nuvem de algodão - disse a menina desapontada.
- É apenas um jeito de falar. Aquela nuvem parece com algodão, mas não algodão de comer. As nuvens não podem ser alcançadas e nem são doces como algodão doce.
- Então as nuvens são feitas de que, mamãe?
- Nuvens são feitas de água, vapor. Podemos ver, mas não pegá-las.
- Que pena, mamãe. Se fosse de algodão doce eu poderia comer um montão.
Seu pai ficou com dó da pequena e saiu para comprar um algodão doce e logo retornou.
- Aqui está filha, comprei um algodão doce para você.
- Obrigada, papai!
Sarah ficou muito feliz, mas ainda não conseguia entender por que sua mãe dizia que aquela nuvem parecia algodão. Afinal ela ainda não sabia o que era algodão, mas sabia que algodão doce era muito gostoso.



segunda-feira, 14 de maio de 2018

A menina e a borboleta

A menina e a borboleta

Sarah brincava no jardim de sua casa quando avistou uma linda borboleta voando sobre as flores. Ela pousava em uma flor e depois na outra até que bateu suas asas e desapareceu voando para longe dali.
A menina ficou impressionada com a beleza da borboleta que tinha tons coloridos enfeitando o jardim com suas belas asas.
Muito curiosa a menina correu contar para sua mãe.
- Mamãe! Tinha uma linda borboleta no jardim.
- É mesmo! De que cor ela era?
- Muito colorida. Muito linda. Podemos comprar um monte de borboletas para colocar em nosso jardim?
- Querida! Borboletas não estão à venda. Elas são livres e voam por aí enfeitando os jardins com suas cores.
- Que pena mamãe, queria tanto que tivessem mais borboletas em nosso jardim - disse a menina desapontada.
Alguns dias depois...
Sarah veio correndo aos gritos chamar sua mamãe.
- Mamãe, mamãe! Tem um bicho horrível comendo folhas das plantas em seu jardim.
- Bicho horrível! Vamos ver.
Ela acompanhou a menina que mostrou onde estava o bicho horrível.
- Ali está ele mamãe.
- Minha filha! Isso é apenas uma lagarta. Parece feia e asquerosa, mas um dia se tornará numa linda borboleta.
- Credo mamãe! Como esse bicho feio pode se tornar uma borboleta?
- Veja! Ela está formando um casulo. Daqui a alguns dias ela se transformará em uma linda borboleta - mostrou sua mãe.
A menina são conseguia entender como aquilo seria possível, mas todos os dias ia ao jardim e olhava para aquela coisa horrível pendurada em uma folha.
Certo dia ela viu que algo diferente estava acontecendo, o casulo estava se abrindo e logo a menina viu algo saindo de dentro dele. Gritou chamando sua mãe que correu imediatamente para ver o que estava acontecendo.
- O que foi filha?
- Olha o que está acontecendo - apontou a menina.
- A borboleta está nascendo. Veja minha filha.
Então a borboleta colorida finalmente conseguiu sair do casulo e após secar as asas saiu voando pelo jardim.
- Que linda borboleta, mamãe. Olha como ela enfeita nosso jardim.
- Viu só minha filha, antes de ser uma linda borboleta um dia ela foi uma horrorosa lagarta.
A menina ficou feliz por ver a borboleta em seu jardim e depois daquele dia não falava mais que as lagartas eram horríveis, pois ela sabia que um dia elas poderiam se transformar em lindas borboletas.

Moral da história: Não devemos julgar nada e nem ninguém pelas aparências, a beleza pode estar escondida onde menos se espera.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

A árvore da floresta escura

Floresta escura


Em uma floresta muito escura e sombria vivia uma árvore com poderes especiais. Ela tinha o dom de falar com todos os seres que viviam na floresta e também com os seres humanos.
Ouvia-se um boato de que a árvore era muito sábia e tinha a resposta para qualquer pergunta, mas ninguém sabia se aquilo era verdade, todos tinham medo de entrar na floresta.
No reino próximo dali existia um jovem chamado João, ele queria muito se casar com uma linda moça que ali morava. No entanto, existia outro pretendente, a moça que se chamava Catherine não sabia com qual dos dois ficaria. João era pobre e Luís tinha grande riqueza e também era muito valente, mas isso não importava para Catherine.
Para acabar com a indecisão ela chamou os dois e disse:
— Quero me casar, mas tenho que escolher um dos dois. Aquele que me trouxer uma flor da Rosa negra terá minha mão em casamento. Vence quem chegar primeiro.
Os dois ficaram de boca aberta. A Rosa negra só era encontrada na floresta sombria, todos tinham medo de ir até a floresta. Mas não tinham escolha se quisessem se casar com Catherine.
Luís tinha um belo cavalo e saiu na frente, João tinha que caminhar até chegar à floresta, sua derrota seria certa.
Quando chegou à floresta, Luís logo começou a procurar pela Rosa negra, mas ao se aproximar de uma grande árvore ele ouviu uma voz que dizia. — O que procura?
Ele ficou assustado e olhou para todos os lados, mas não viu ninguém. Novamente a voz disse: — O que procura?
Luís acreditou que aquilo era um fantasma e saiu correndo, deixando seu cavalo para trás.
Algum tempo depois João chegou à floresta, caminhou por todos os lados e nada encontrou, de repente avistou um cavalo próximo a uma árvore. Ele se aproximou, mas não viu ninguém.
De repente ouviu a voz. — O que procura?
João ficou assustado, mas teve coragem para responder, mesmo sem saber de onde vinha aquela voz aterrorizante.
— Quem está aí? — perguntou ele.
— Sou eu, a árvore que estou falando.
João já havia ouvido falar sobre a árvore falante, mas não acreditava que aquilo era verdade. Então ele respondeu — Estou procurando a Rosa negra, sabe onde posso encontrá-la?
— Claro que sim, a Rosa negra cresce sobre meus galhos, basta subir e pegá-la — respondeu ela.
João olhou para cima e viu um pé de rosas cheio de flores, ele então subiu na árvore e pegou apenas uma flor. Ele então agradeceu a árvore e montou no cavalo que estava ali e retornou para casa. Ele estava muito triste, porque sabia que não chegaria primeiro.
Quando se aproximou da casa de Catherine ele a avistou esperando junto à porta. Ela então correu para seus braços, pegou a rosa e lhe deu um beijo. 
Os dois se casaram e viveram felizes para sempre.

Moral da história: a esperança é a última que morre, mesmo quando acreditamos que tudo está perdido a vida pode nos surpreender. Nem sempre vence o mais forte, mas sim aquele que escuta o que os outros têm a dizer e segue pelo caminho correto.

Fim

quinta-feira, 30 de novembro de 2017

O dragão amigo

Dragão amigo


Em um reino encantado atrás das montanhas existia um lugar chamado Paraíso. Apesar do nome os moradores não viviam em paz, pois ali também vivia um enorme dragão que aterrorizava a todos.
Sempre que o dragão sobrevoava o reino todos se escondiam dentro de suas casas com medo dele.
Certo dia o dragão apareceu no ar cuspindo fogo pelo céu, todos saíram correndo, mas esqueceram uma menina para trás. Ela se chamava Ester e gostava muito de animais e por isso não tinha medo do dragão.
Ela ficou ali olhando para o céu enquanto o dragão se aproximava. Algumas pessoas olharam pela fresta das janelas, mas ninguém teve coragem de socorrê-la.
Pensavam que era melhor deixá-la morrer em troca da segurança dos outros.
O dragão então se aproximou e desceu em sua frente.
— Você vai me devorar? — perguntou Ester.
— Por que eu faria isso?
— Porque você é um dragão mau — respondeu Ester.
— Eu jamais faria mal para seu povo, eu me alimento apenas de animais, mas seu povo praticamente acabou com todos os alces e ursos da região. Agora não consigo encontrar comida para meus filhotes.
— Eu sei onde tem bastante, se me levar para passear eu lhe mostro onde é.
O dragão então abaixou a cabeça e Ester subiu em seu pescoço se agarrando fortemente. Logo ela estava sentindo a brisa em seu rosto e podia ver todo o reino lá do alto.
— Siga naquela direção — disse ela.
Eles então se aproximaram do reino vizinho onde existia uma grande fazenda de gado. O dono era um rei muito mal e perverso.
— Aqui tem um monte de comida. Venha escondido e leve um sempre que precisar. Sei que ele não precisa de tudo isso.
O dragão então agradeceu a Ester e a levou de volta ao seu reino sã e salva.
Ester ficou muito feliz por ter ajudado o dragão e ainda ter sobrevoado todo o reino.
— Você está viva!
— Disseram assustados.
— Sim! — O dragão não é mal, ele apenas não tinha mais comida porque nós acabamos com todos os animais da floresta. Eu lhe ajudei a encontrar comida e ele foi embora.
De agora em diante vamos proteger a floresta para que os animais possam se reproduzir novamente.
— E se faltar comida? — perguntou um homem.
— Se isso acontecer sei quem poderá trazer comida para nós — respondeu ela toda sorridente.

Fim

Moral da história: muitas vezes a ajuda de que precisamos vem daqueles que menos esperávamos.