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segunda-feira, 21 de maio de 2018

Nuvens de algodão


Nuvens de algodão
Sarah tinha três anos quando comeu algodão doce pela primeira vez.
Foi em sua festa de aniversário, sua mãe preparou uma linda festa toda decorada com o tema Princesas da Disney e tudo ficou muito lindo.
O algodão doce era preparado na hora, com as cores mais variadas. As crianças adoraram e Sarah também gostou muito.
Passado alguns dias Sarah brincava no jardim com seu cachorrinho e ouviu sua mãe conversando com seu pai.
- Olha que nuvens lindas! Nuvens de algodão - disse ela apontando para uma linda e enorme nuvem branca que se movia vagarosamente no céu.
Ouvindo aquilo Sarah correu até sua casinha de bonecas e pegou sua cadeirinha infantil. Colocou no gramado e em seguida subiu nela erguendo o braço para cima.
- O que está fazendo? - perguntou sua mãe.
- Quero pegar um pedaço de algodão doce.
Seus pais caíram na gargalhada.
- Querida! - As nuvens não são feitas de algodão.
- Mas você disse que era uma nuvem de algodão - disse a menina desapontada.
- É apenas um jeito de falar. Aquela nuvem parece com algodão, mas não algodão de comer. As nuvens não podem ser alcançadas e nem são doces como algodão doce.
- Então as nuvens são feitas de que, mamãe?
- Nuvens são feitas de água, vapor. Podemos ver, mas não pegá-las.
- Que pena, mamãe. Se fosse de algodão doce eu poderia comer um montão.
Seu pai ficou com dó da pequena e saiu para comprar um algodão doce e logo retornou.
- Aqui está filha, comprei um algodão doce para você.
- Obrigada, papai!
Sarah ficou muito feliz, mas ainda não conseguia entender por que sua mãe dizia que aquela nuvem parecia algodão. Afinal ela ainda não sabia o que era algodão, mas sabia que algodão doce era muito gostoso.



segunda-feira, 14 de maio de 2018

A menina e a borboleta

A menina e a borboleta

Sarah brincava no jardim de sua casa quando avistou uma linda borboleta voando sobre as flores. Ela pousava em uma flor e depois na outra até que bateu suas asas e desapareceu voando para longe dali.
A menina ficou impressionada com a beleza da borboleta que tinha tons coloridos enfeitando o jardim com suas belas asas.
Muito curiosa a menina correu contar para sua mãe.
- Mamãe! Tinha uma linda borboleta no jardim.
- É mesmo! De que cor ela era?
- Muito colorida. Muito linda. Podemos comprar um monte de borboletas para colocar em nosso jardim?
- Querida! Borboletas não estão à venda. Elas são livres e voam por aí enfeitando os jardins com suas cores.
- Que pena mamãe, queria tanto que tivessem mais borboletas em nosso jardim - disse a menina desapontada.
Alguns dias depois...
Sarah veio correndo aos gritos chamar sua mamãe.
- Mamãe, mamãe! Tem um bicho horrível comendo folhas das plantas em seu jardim.
- Bicho horrível! Vamos ver.
Ela acompanhou a menina que mostrou onde estava o bicho horrível.
- Ali está ele mamãe.
- Minha filha! Isso é apenas uma lagarta. Parece feia e asquerosa, mas um dia se tornará numa linda borboleta.
- Credo mamãe! Como esse bicho feio pode se tornar uma borboleta?
- Veja! Ela está formando um casulo. Daqui a alguns dias ela se transformará em uma linda borboleta - mostrou sua mãe.
A menina são conseguia entender como aquilo seria possível, mas todos os dias ia ao jardim e olhava para aquela coisa horrível pendurada em uma folha.
Certo dia ela viu que algo diferente estava acontecendo, o casulo estava se abrindo e logo a menina viu algo saindo de dentro dele. Gritou chamando sua mãe que correu imediatamente para ver o que estava acontecendo.
- O que foi filha?
- Olha o que está acontecendo - apontou a menina.
- A borboleta está nascendo. Veja minha filha.
Então a borboleta colorida finalmente conseguiu sair do casulo e após secar as asas saiu voando pelo jardim.
- Que linda borboleta, mamãe. Olha como ela enfeita nosso jardim.
- Viu só minha filha, antes de ser uma linda borboleta um dia ela foi uma horrorosa lagarta.
A menina ficou feliz por ver a borboleta em seu jardim e depois daquele dia não falava mais que as lagartas eram horríveis, pois ela sabia que um dia elas poderiam se transformar em lindas borboletas.

Moral da história: Não devemos julgar nada e nem ninguém pelas aparências, a beleza pode estar escondida onde menos se espera.

terça-feira, 24 de outubro de 2017

A raposa preguiçosa

Raposa preguiçosa


Em uma floresta vivia uma raposa que era muito, mas muito preguiçosa. Por esse motivo só saía em busca de comida quando já estava com bastante fome.
Ela procurava sempre em lugares fáceis de encontrar comida, se alimentava de filhotes de animais que encontrava sozinhos na mata e também comia ovos que encontrava facilmente em ninhos.
Certa vez a raposa se distanciou um pouco mais caminhando na floresta e encontrou uma clareira. Ela observou e viu que existia um galinheiro e pensou.
— Agora eu não vou mais precisar procurar comida todos os dias. Quando eu estiver com fome é só pegar uma galinha e pronto.
E assim fez a raposa. Ela esperou escurecer e sorrateiramente entrou no galinheiro e apanhou uma galinha e fugiu para a mata.
O dono das galinhas escutou a barulheira e foi ver o que estava acontecendo, mas nada encontrou.
Nos dias seguintes foi a mesma coisa. Ou a raposa comia uma das galinhas ou devorava os ovos que estavam nos ninhos. Como a vida estava muito boa, a raposa preguiçosa não se preocupava mais em procurar comida. Ali ela tinha fartura todos os dias. Nem ao menos se distanciava muito para se esconder na mata.
O dono do sítio estava triste por causa do prejuízo com o sumiço das galinhas e dos ovos, mas não sabia qual animal estava fazendo aquilo. Certo dia pela manhã ele foi limpar a mata ao redor do sítio para tentar afastar os animais selvagens. Para isso usou um trator e empurrou a galhada que estava caída e cheia de arbustos. Depois daquele dia nunca mais sumiu uma galinha e nenhum ovo.
A raposa dormia tranquilamente por debaixo dos arbustos e por causa de sua preguiça nem ao menos viu o que causou a sua morte.

Moral da história: muitas vezes estamos acomodados e nem ao menos percebemos os perigos que podemos enfrentar na vida. Tudo o que é muito bom ou muito fácil dura pouco, não existe recompensa que dure sem um mínimo de esforço.

Fim

sábado, 22 de agosto de 2015

O coelho medroso



      Em uma floresta muito linda e com muito verde vivia um coelho que era muito, mas muito medroso. Ele tinha tanto medo que só saia de sua toca para procurar comida.
      Quando ele saia à procura de comida e ouvia qualquer barulho, rapidamente corria desesperado para sua toca, depois que já estava em segurança ele olhava com cuidado para ver o que tinha feito aquele barulho. Seu maior medo era de ser devorado pela perigosa onça, mas felizmente ele nunca tinha encontrado ela pelo caminho.

      Um belo dia o coelho saiu para procurar comida, como sempre ele ficava com as orelhas em pé e atento a qualquer barulho pela mata, de repente ele ouviu um barulho, era como se os arbustos estivessem sendo quebrados por algum animal.
      Sem pensar duas vezes ele saiu em disparada e entrou em sua toca. De lá ele podia ver tudo o que estava nas proximidades. Então o coelho viu que todo aquele barulho tinha sido feito por uma anta.       
      As antas se alimentam apenas de arbustos e folhas e assim não representavam perigo algum ao coelho.

      Outro dia o coelho saiu novamente para se alimentar, o medo era grande, mas a fome era maior ainda. Quando já estava quase satisfeito ele ouviu um barulho muito alto e saiu correndo como sempre. Quando já estava em sua toca olhou para fora e não conseguia descobrir de onde vinha todo aquele barulho. 
      Então o coelho olhou para cima e viu que o barulho era feito por um pica-pau que estava bicando uma árvore. Pensou consigo mesmo. Como eu sou bobo, ficar com medo de um pica-pau.

      Porém não tinha jeito, todo dia era a mesma história na hora de sair para comer. Mais uma vez o coelho estava procurando comida quando ouviu um barulho.
      Desta vez o barulho era muito pior, como sempre ele saiu correndo e entrou em sua toca. Depois olhou para fora e viu que todo aquele barulho era feito por uma manada de porcos do mato. Desta vez sua fuga não foi à toa, se ele tivesse ficado onde estava teria sido pisoteado pelos porcos.

      Outro dia o coelho saiu para procurar comida. Depois de terminar de comer ficou andando um pouco observando a floresta. De repente deu de cara com uma cotia, o susto foi tão grande que ele nem ao menos conseguiu correr. A cotia perguntou ao coelho.
      — Por que está com tanto medo assim?
      — O coelho respondeu. Pensei que fosse a onça.
      — A cotia lhe disse: Se fosse a onça ela já teria lhe devorado. É preciso ficar atento.
 
     Depois do susto o coelho voltou para casa pensando, como eu sou medroso. Daqui a pouco a bicharada vai começar a rir de mim por causa disso.
     Sabendo do medo do coelho a bicharada aprontou uma brincadeira. Todos se esconderam sem fazer barulho, quando o coelho saiu da toca para comer começaram a fazer barulho de todos os lados.       
      O coelho não sabia o que fazer, para qual lado correr. Quando já estava desesperado procurando um lugar para se esconder ouviu as gargalhadas dos bichos.
      Viu que era apenas uma brincadeira e ficou bravo por causa do susto que tinha passado a toa.

      Voltou para casa e disse para si mesmo. Vou deixar de ser medroso, amanhã vou sair para comer e não vou ficar com medo.

      Logo que amanheceu o coelho saiu pela floresta andando tranquilamente, de repente ouviu um barulho e sem medo foi ver o que era. Pensou que fosse outra brincadeira dos bichos e deu de cara com a onça que o devorou em poucos minutos.

      Moral da história. Se você realmente acredita em alguma coisa não dê ouvidos para o que os outros vão pensar ou falar de você. É melhor que riam de você e continuar vivo, do que querer mostrar coragem e acabar sendo devorado pela onça.

FIM