quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Lacinho azul



Em uma vila em um lugar muito distante vivia uma menina que se chamava Lacinho azul, tinha esse apelido por causa das fitas que usava para prender seus cabelos.
Certo dia sua mãe lhe pediu para que fosse até a outra vila levar um pedaço de bolo para sua vozinha que estava doente.
— Leve esse pedaço de bolo para sua vó, mas tome cuidado com o lobo, fique longe da floresta.
— Tudo bem mamãe.
Lacinho azul saiu caminhando alegremente com sua cesta. Depois de caminhar um pouco ela decidiu tomar um atalho pela floresta. De repente foi surpreendida por um lobo.
— Olá! — Onde você vai com esta cesta? — perguntou o lobo.
— Vou visitar minha vovozinha que está doente e levar um pedaço de bolo para ela.
— Humm! — Este bolo deve estar delicioso?
— Está mesmo — respondeu Lacinho azul.
Ela então se despediu do lobo e continuou sua caminhada.
O lobo era muito esperto e pegou um atalho até a casa da vovozinha, mas Lacinho azul também era esperta e saiu correndo e chegou primeiro na casa da vovó.
Ela então disse para sua vozinha se esconder e depois de vestir a roupa da avó deitou na cama esperando o lobo.
O lobo então bateu na porta.
— Quem é? — perguntou ela.
— O lobo então fingiu ser Lacinho azul e entrou na casa.
— Nossa! — Como você cresceu Lacinho azul — disse ela espantada
— São seus olhos — disse o lobo.
— Nossa! — Como seu nariz está grande.
— Assim eu posso cheirar melhor — disse o lobo e aspirou o ar ao seu redor sentindo o cheiro delicioso do bolo.
— Que cheiro delicioso é esse? — perguntou o lobo.
— É o bolo que fiz para você minha querida netinha que veio me visitar.
Então o lobo pegou o bolo que estava sobre a mesa e o devorou todo de uma vez. Logo em seguida ele começou a ficar vermelho e a soltar fogo pela boca. Ele saiu correndo pela floresta procurar água para beber e nunca mais foi visto.
Lacinho azul havia enchido o bolo de pimenta. Ela pregou uma lição no lobo que nunca mais ia querer saber de devorar sua vovozinha. Ela então disse para sua vozinha sair do armário e se deliciaram com o pedaço de bolo que estava escondido em baixo da cama.

Fim

terça-feira, 24 de outubro de 2017

A raposa preguiçosa

Raposa preguiçosa


Em uma floresta vivia uma raposa que era muito, mas muito preguiçosa. Por esse motivo só saía em busca de comida quando já estava com bastante fome.
Ela procurava sempre em lugares fáceis de encontrar comida, se alimentava de filhotes de animais que encontrava sozinhos na mata e também comia ovos que encontrava facilmente em ninhos.
Certa vez a raposa se distanciou um pouco mais caminhando na floresta e encontrou uma clareira. Ela observou e viu que existia um galinheiro e pensou.
— Agora eu não vou mais precisar procurar comida todos os dias. Quando eu estiver com fome é só pegar uma galinha e pronto.
E assim fez a raposa. Ela esperou escurecer e sorrateiramente entrou no galinheiro e apanhou uma galinha e fugiu para a mata.
O dono das galinhas escutou a barulheira e foi ver o que estava acontecendo, mas nada encontrou.
Nos dias seguintes foi a mesma coisa. Ou a raposa comia uma das galinhas ou devorava os ovos que estavam nos ninhos. Como a vida estava muito boa, a raposa preguiçosa não se preocupava mais em procurar comida. Ali ela tinha fartura todos os dias. Nem ao menos se distanciava muito para se esconder na mata.
O dono do sítio estava triste por causa do prejuízo com o sumiço das galinhas e dos ovos, mas não sabia qual animal estava fazendo aquilo. Certo dia pela manhã ele foi limpar a mata ao redor do sítio para tentar afastar os animais selvagens. Para isso usou um trator e empurrou a galhada que estava caída e cheia de arbustos. Depois daquele dia nunca mais sumiu uma galinha e nenhum ovo.
A raposa dormia tranquilamente por debaixo dos arbustos e por causa de sua preguiça nem ao menos viu o que causou a sua morte.

Moral da história: muitas vezes estamos acomodados e nem ao menos percebemos os perigos que podemos enfrentar na vida. Tudo o que é muito bom ou muito fácil dura pouco, não existe recompensa que dure sem um mínimo de esforço.

Fim

terça-feira, 4 de abril de 2017

O leão e o búfalo


Leão e o búfalo

Caminhando distraído pela savana um jovem búfalo se distanciou da manada e quando se deu conta estava cara a cara com um jovem leão. O búfalo ainda era muito pequeno e seu chifres não seriam suficientes para afugentar o leão e por sua vez o leão também não era forte como os demais. No entanto, suas garras poderiam ferir o búfalo e isso seria fatal.

Paralisado de medo o jovem búfalo teve um ideia brilhante. Sua única chance de sair vivo daquela situação era convencer o leão de que não seria uma boa ideia tentar devorá-lo.

- Você não está pensando em me atacar, está? - perguntou o búfalo.
- Claro que sim, estou com muita fome - respondeu o Leão.
- Acho que é melhor você não fazer isso. Se meus companheiros virem vão me defender e você pode morrer pisoteado.
- Eles estão bem longe. Quando chegaram aqui eu já terei lhe matado.
- Não faça isso. Minha carne não é tão gostosa assim. - Por que você não come coelhos que possuem a carne muito mais saborosa?
- Coelhos? - Não vejo nenhum por aqui.
- Eu sei onde eles moram - disse o búfalo.
- Acho que está querendo me enganar - disse o leão.
- Claro que não. Venha que eu te mostro onde eles se escondem.
- Se estiver me enganando vai se arrepender. Vai na frente que eu te sigo - disse o leão.
Os dois foram caminhando até que o búfalo se aproximou de uma toca.
- Chegamos. É aqui onde eles se escondem - disse o búfalo.
-Não estou vendo nenhum coelho - retrucou o leão.
- É só enfiar a pata lá dentro e agarrar o primeiro, você vai ver.
O leão estava desconfiado, mas resolveu fazer o que o búfalo dizia.
Quando o leão se aproximou da toca o búfalo saiu de lado. O leão então se abaixou e enfiou a pata na toca e logo foi atacado por uma enorme cobra píton que se enrolou em seu corpo o sufocando e quebrando todos os seus ossos. Em seguida a cobra devorou o jovem leão e o búfalo voltou para junto de seus colegas são e salvo.

Fim

Na luta pela sobrevivência vence aquele que for mais esperto. Todos lutam pela vida e assim é na natureza selvagem.

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

O peixe voador

Peixe voador

Nino era um peixe pequenino que vivia em uma grande lagoa.
Seu sonho era voar igual aos pássaros que viviam na floresta e sobrevoavam a lagoa constantemente.
Nino era piada entre seus amigos, pois onde já se viu um peixe voar.
Ele não se importava com o que os outros peixes falavam e acreditava que um dia ele conseguiria realizar seu sonho.
- Você só vai voar o dia em que for fisgado por um anzol, mas isso também é difícil, pois não aparecem pescadores por esta região - falava um dos peixes só para deixar Nino mais triste ainda.
Todos os dias Nino ia até o fundo da lagoa e depois de tomar impulso nadando rapidamente emergia da água saltando o mais alto que conseguia na esperança de sair voando, mas logo ele caia na água novamente.
Num belo dia Nino estava saltando para fora da água como costumava fazer. No instante em que ele saltou pela segunda vez sentiu duas garras segurarem seu pequeno corpo. Quando olhou viu que uma águia havia o capturado. Ela voou para bem longe e Nino pode aproveitar aquela maravilhosa viagem pelos céus da floresta.
A águia então pousou em seu ninho e serviu o peixe ao seu filhote.
Nino virou comida de águia, mas realizou enfim seu sonho de voar.

Fim

Muitas um sonho pode parecer impossível, mas existem outras formas de torná-lo realidade.

terça-feira, 6 de setembro de 2016

O jacaré e a garça

Garça e o jacaré

Em uma lagoa do Pantanal vivia um jacaré que era temido por todas as aves daquela região.
Toda vez que alguma ave ia procurar peixes ou outro alimento na lagoa o jacaré ficava atento para abocanhar a sua presa.
Certa vez a garça foi até a lagoa e estava pegando pequenos peixes para comer quando de repente viu o jacaré que se aproximava e quase a devorou.
Felizmente a garça conseguiu fugir e pousou no galho de uma árvore que estava próxima.

- Você queria me devorar? - perguntou a garça.
- Todos nós precisamos comer ou morreremos de fome. Você come peixes e outros pequenos animais e eu devoro qualquer animal que se aproxima da lagoa.
- Você tem razão. Jacarés não comem plantas - disse a garça.
- Dessa vez você escapou, mas da próxima vez eu te pego - disse o jacaré.
- Pega nada - disse a garça.
- Eu sou o animal mais temido das águas do Pantanal, ninguém consegue escapar de mim por duas vezes.
- Tome cuidado. Na natureza até um jacaré pode correr o risco de ser atacado por um predador.
- Jamais isso acontecerá. Ninguém se atreveria a me atacar - disse o jacaré.

Passados alguns dias a garça foi à lagoa novamente e percebeu que o jacaré estava na espreita para lhe atacar. A garça então pousou na outra extremidade. O jacaré estava atento observando a garça e não percebeu quando a onça o atacou e cravou suas presas o tirando da água e o devorou logo em seguida.
FIM

Moral da história: na natureza não existem regras. Todos lutam pela sobrevivência, hoje você é o caçador e amanhã pode ser a caça.

quarta-feira, 23 de março de 2016

A mosca abelhuda

Mosca abelhuda

Era uma vez uma mosca que vivia voando por aí com suas amigas a procura de comida.
Sempre que ela via uma flor bonita queria pousar nela para admirar a sua beleza, mas suas amigas a repreendiam dizendo que flor era coisa de abelha.


Moscas tem que comer restos de comida e de animais diziam as moscas.
Certa vez ela e uma amiga estavam voando pela floresta e de repente a mosca viu uma flor que chamou a sua atenção.
Sua amiga percebendo que ela estava se aproximando da planta disse gritando.

Nem pense em chegar perto disso disse a outra mosca.
Ela ficou desapontada, mas obedeceu sua amiga. Afinal ela sabia que flor não era coisa para mosca, já estava cansada de ouvir suas amigas falarem a mesma coisa e desta vez nem ao menos perguntou o motivo.

Passados alguns dias a mosca estava voando sozinha a procura de comida e de repente avistou aquela planta novamente.

Hoje eu estou sozinha e posso pousar na flor que eu quiser pensou ela.

Ela foi se aproximando e percebeu que a flor era bonita, mas não era muito cheirosa. Mesmo assim resolveu pousar na flor.
No momento em que pousou ela ficou presa e depois foi devorada, pois aquilo não era uma flor, mas sim uma planta carnívora.

                                                                            FIM

Moral da história: quando disser a alguém que deve ficar longe de alguma coisa, explique quais são os motivos, pois a curiosidade pode ser muito perigosa como nesta pequena história.



sexta-feira, 18 de setembro de 2015

O porco que não gostava de lama

Era uma vez um porquinho que não gostava de sujeira.
Ele vivia em um chiqueiro que era totalmente sujo, isso porque o chão não era limpo diariamente pelos seus donos. Aliás, isso nem resolveria muito a situação, pois logo em seguida já ficava tudo sujo novamente.

O porquinho ficava lá no seu cantinho e quase nem caminhava para não se sujar. Os outros lhe perguntavam. Por que você não vem brincar na lama conosco?

Ele sempre respondia que não queria.

Passou o tempo e os porquinhos cresceram. Era final de ano véspera de Natal, quando os porcos viram seus donos se aproximando. Um deles estava com um machado na mão.

Então um deles falou. Vamos escolher o que estiver mais limpo, assim dá menos trabalho para nós. Por sorte o porquinho limpo estava escondido e seus donos não o encontraram. Então eles pegaram um dos outros que não estava tão sujo.

Depois daquele dia o porquinho passou a tomar banho de lama todos os dias. Afinal ele sabia que um dia iria virar bacon e presunto, mas se estivesse bastante sujo talvez isso demorasse mais tempo para acontecer.

Moral da história: Cada um tem um destino a seguir, mas certas atitudes que tomamos podem mudar nossa vida para melhor ou para pior.